Educação financeira · Mercado brasileiro

Educação financeira, do primeiro passo ao próximo nível.

Um site para quem quer entender como o sistema financeiro brasileiro funciona de verdade — quem regula, quem opera, onde o dinheiro entra — e colocar a mão na massa com ferramentas reais de mercado, do primeiro investimento a uma carteira mais sofisticada.

A proposta

Este site existe para tirar o sistema financeiro do quadro-negro e colocar na sua rotina.

01

Explicar sem enrolação

Quem regula, quem fiscaliza e quem opera no dia a dia — em linguagem direta, sem depender de decorar sigla.

02

Colocar a mão na massa

Calculadoras que transformam taxa em número real: quanto rende, quanto de imposto sai, qual produto vale mais no seu caso.

03

Aproximar do mercado real

Casos e produtos que existem hoje no Brasil — não exemplos genéricos de livro-texto.

Três trilhas

Escolha por onde começar

Precisa de uma resposta rápida?

Quatro páginas de consulta — sem precisar seguir a trilha do início ao fim.

Quem somos nós

Curadoria

Danilo Jusan Santos

Danilo Jusan Santos

Reitor · Centro Universitário Ibmec Rio de Janeiro
linkedin.com/in/danilo-jusan-santos

Reitor do Ibmec Rio de Janeiro, com quase duas décadas de carreira executiva unindo educação e serviços financeiros — passagem pelo Banco do Brasil, mercado de capitais e liderança acadêmica em três unidades do Ibmec.

Executivo com carreira marcada pela liderança de transformações estratégicas nos setores de educação e serviços financeiros, combinando visão de longo prazo, execução disciplinada e forte orientação para resultados.

Construiu sua base executiva ao longo de quase duas décadas no Banco do Brasil, onde desenvolveu profunda expertise em gestão, estratégia e operações em ambientes de alta complexidade. Demonstrou perfil empreendedor desde cedo, ao fundar sua primeira startup em 2002. Sua trajetória inclui ainda atuação como agente de investimentos no mercado de capitais e liderança de projetos estratégicos de dados e gestão da informação para o grupo Petrobras.

No ensino superior, atuou como Pró-Reitor de Graduação do Ibmec-RJ, conduzindo um amplo reposicionamento institucional e modernizando a governança acadêmica. Foi também Professor e Gerente Acadêmico do Ibmec São Paulo, à frente da estratégia de Graduação e Pós-Graduação. Atualmente é Reitor do Centro Universitário Ibmec Rio de Janeiro, à frente da liderança acadêmica, institucional e estratégica da unidade.

Essa dupla vivência — de quem lidera estrategicamente e de quem ensina finanças toda semana — molda como este site foi construído: reunir, num só lugar, o que costuma ficar espalhado entre aula, apostila e vídeo solto na internet, dando a qualquer estudante um ponto de partida sério para entender como o dinheiro se move no Brasil.

O nome DS Invest vem das iniciais dos dois curadores — Danilo e Samuel — a dupla por trás de cada página deste site.

Samuel de Jesus Monteiro de Barros

Samuel de Jesus Monteiro de Barros

Diretor de Educação Continuada e Soluções Corporativas · Ibmec
linkedin.com/in/samuel-barros

Executivo de finanças com mais de 20 anos de experiência unindo governança corporativa, M&A e liderança de organizações complexas.

Executivo de finanças com mais de 20 anos de experiência unindo governança corporativa, M&A e liderança de organizações complexas. PhD em Administração pela Université de Bordeaux (França), com pesquisa em finanças comportamentais e gestão de projetos. Mestre em Administração e Especialista em Finanças e Tecnologia.

Professor titular do Ibmec e professor convidado na Sorbonne, em Bordeaux e no IPAM (Portugal). Autor de livros e colunista da Investing.com Brasil, Exame e MIT Technology Review Brasil. TEDx Speaker e palestrante.

Mais de 15 anos de atuação direta em processos de recuperação de empresas e de fusões e aquisições (M&A). Conselheiro e consultor de instituições em setores como a economia do mar (ABEEMAR), o Ipalerj e energia (Dommo Energia).

Fale com a gente

Palestras e eventos

Danilo Jusan Santos e Samuel de Jesus Monteiro de Barros estão disponíveis para palestras, aulas convidadas e eventos sobre educação financeira, governança e mercado de capitais — em instituições de ensino, empresas ou eventos do setor.

Faixa 01 · Fundamentos

Quem faz o quê no Sistema Financeiro Nacional

O SFN existe para resolver um encontro que, sozinho, não aconteceria: colocar quem tem dinheiro sobrando perto de quem precisa dele. Para isso funcionar, três camadas de agentes atuam em conjunto — cada uma com um papel bem definido.

O encontro que o sistema viabiliza

Como o dinheiro flui no mercado

Superavitário Quem tem sobra

Poupador e investidor — pessoa física ou empresa com dinheiro parado

SFNIntermediação financeira
empresta recursos
devolve com juros
Deficitário Quem precisa de recursos

Tomador de crédito — de uma família financiando a casa a uma empresa expandindo a fábrica

Por que ninguém empresta direto para ninguém? Confiança e prazo raramente batem: quem tem sobra quer liquidez e segurança; quem precisa quer prazo longo e o valor todo agora. O SFN resolve isso pulverizando o risco entre milhares de poupadores e padronizando o crédito — é a "intermediação financeira" que dá nome ao sistema.

Clique nos cards + para ver exemplos reais

Camada 1

Órgãos normativos

Definem as regras do jogo. Não fiscalizam instituições uma a uma — traçam a direção geral.

CMN

Conselho Monetário Nacional

O órgão máximo do sistema. Define diretrizes de política monetária, creditícia e cambial do país. Colegiado de três membros, reúne-se mensalmente e não atende ninguém no balcão — é o "legislativo" do sistema financeiro.

Na prática: foi o CMN que fixou em 100% da dívida o teto de juros do rotativo do cartão de crédito, medida que passou a valer para mais de 70 milhões de portadores.
CNSP

Conselho Nacional de Seguros Privados

Fixa as normas gerais de seguros, previdência aberta e capitalização.

Na prática: define as regras gerais que valem para planos de previdência privada aberta, como PGBL e VGBL.
CNPC

Conselho Nacional de Previdência Complementar

Estabelece as regras para os fundos de pensão — a previdência complementar fechada.

Na prática: as normas que orientam fundos de pensão de grandes empresas e estatais, como Previ e Petros.
Camada 2

Órgãos supervisores

Executam e fiscalizam o cumprimento das regras junto às instituições — com poder de punir.

BCB

Banco Central do Brasil

Autoriza o funcionamento de bancos, executa a política monetária e fiscaliza o sistema bancário.

Na prática: a cada 45 dias, o Copom (colegiado do BCB) decide se a Selic sobe, cai ou fica igual — a decisão mais acompanhada do mercado.
CVM

Comissão de Valores Mobiliários

Fiscaliza o mercado de capitais, protege investidores e regula companhias abertas e a bolsa.

Na prática: suspende ofertas irregulares de valores mobiliários e pode multar diariamente quem opera sem autorização.
SUSEP

Superintendência de Seguros Privados

Fiscaliza seguradoras, entidades de capitalização e previdência aberta.

Na prática: fiscaliza seguradoras como Porto Seguro e Bradesco Seguros, e aprova os produtos que elas vendem.
PREVIC

Previdência Complementar

Fiscaliza os fundos de pensão fechados das empresas.

Na prática: supervisiona a saúde financeira de fundos de pensão de estatais e grandes empregadores privados.
Camada 3

Operadores de mercado

Atuam direto com o público: captam, emprestam, negociam e intermedeiam.

BANCOS

Bancos comerciais e múltiplos

Captam depósitos e concedem crédito — do Banco do Brasil ao banco digital no seu celular.

Na prática: Itaú, Nubank, Banco do Brasil e Caixa — todos autorizados e fiscalizados pelo BCB.
B3

Bolsa de valores

O ambiente onde ações e outros ativos são efetivamente negociados entre comprador e vendedor.

Na prática: é na B3 que ações como PETR4 e VALE3, FIIs e ETFs mudam de mão em tempo real.
CORRETORAS

Corretoras de valores

Intermedeiam a compra e venda de ativos para o investidor pessoa física.

Na prática: XP, Rico, Clear e Nu Invest — a ponte entre a sua conta e a B3.
GESTORAS

Gestoras de fundos

Administram fundos de investimento, aplicando o dinheiro de cotistas em diferentes ativos.

Na prática: gestoras como a BTG Pactual Asset ou a Verde decidem em que o dinheiro do fundo é aplicado.
A rede de segurança do investidor

Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1995 e mantida pelos próprios bancos — cada instituição associada contribui mensalmente. Quando o Banco Central decreta a intervenção ou liquidação de um banco, é o FGC quem devolve o dinheiro dos depositantes e investidores, dentro de limites bem definidos. É por causa dele que um CDB de banco pequeno pode ser considerado relativamente seguro, mesmo pagando mais que os grandes bancos.

R$ 250 milpor CPF ou CNPJ, por instituição (ou conglomerado) — soma o principal investido com os rendimentos já acumulados
R$ 1 milhãoteto global por CPF ou CNPJ a cada 4 anos, somando indenizações de todas as instituições que quebraram nesse período
O que está coberto?

Clique em cada produto para ver se o FGC protege — e por quê.

Simule sua proteção

Adicione os bancos onde você tem dinheiro aplicado e veja o quanto está coberto em cada um.

Os nomes de bancos e valores que você digitar aqui ficam só no seu navegador — nada é enviado ou armazenado em nenhum servidor.
Total coberto somando todos os bancos
R$ 0
de até R$ 1.000.000 no teto global de 4 anos
Caso real:

Na crise do conglomerado Banco Master, entre o fim de 2025 e o início de 2026, o FGC foi acionado para cerca de R$ 51,8 bilhões — o maior desembolso da sua história. O ressarcimento aos investidores dentro do limite começou em janeiro de 2026 e, em poucas semanas, já havia pago 92% do valor previsto. Na prática: quem estava dentro do teto de R$ 250 mil por CPF recuperou o dinheiro; quem tinha mais que isso aplicado num único banco absorveu a diferença.

No radar

O sistema em ação — três casos recentes

Nada disso é teórico: são decisões e fiscalizações que aconteceram nos últimos meses e mostram, na prática, como cada camada do SFN atua.

Atuação coordenada

BC e CVM ampliam troca de dados sobre crédito

Abril de 2026 · gov.br/CVM

Banco Central e CVM firmaram um acordo para compartilhar mais dados sobre operações de crédito no país, reforçando a supervisão conjunta do mercado — um lembrete de que a estabilidade bancária e o mercado de capitais estão interligados.

Ler no gov.br/CVM →
Fiscalização e punição

CVM suspende oferta irregular do grupo Onil/OnilX

Janeiro de 2026 · gov.br/CVM

A CVM identificou um grupo oferecendo intermediação de valores mobiliários sem autorização, e determinou a suspensão imediata das ofertas — o papel fiscalizador do órgão em ação direta para proteger investidores.

Ler no gov.br/CVM →
Órgão normativo

CMN aprova novas regras do FGC

2026 · Agência Brasil

O Conselho Monetário Nacional aprovou mudanças no Fundo Garantidor de Créditos, bem recebidas pelo setor bancário — o órgão normativo definindo diretrizes gerais, sem entrar na fiscalização caso a caso.

Ler na Agência Brasil →

Já entendeu quem é quem? Agora veja onde o seu dinheiro entra nessa engrenagem.

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Faixa 02 · Na prática

Ferramentas de Mercado

Oito ferramentas para transformar informação em decisão: juros compostos, comparação entre produtos de renda fixa (já com o imposto de renda descontado), conversão de taxas, questionário de perfil do investidor, um guia de ratings de instituições, uma calculadora de dívidas x reserva de emergência, um simulador de empréstimos SAC × PRICE e uma fronteira eficiente de Markowitz. Escolha um card abaixo — os valores padrão usam referências de mercado de agosto de 2026.

Nenhum valor que você digitar nestas calculadoras é enviado, salvo ou armazenado em qualquer servidor — tudo é calculado localmente, no seu navegador, e desaparece ao fechar ou atualizar a página.
Acumulação

Calculadora de Juros Compostos

Projete o crescimento de um investimento com aporte inicial e aportes mensais constantes, a uma taxa fixa. Base para entender qualquer produto de acumulação — de um CDB a um plano de previdência.

Valor final acumulado
Total investido (aportes)
Total em juros
Taxa equivalente ao ano
Renda fixa

Comparador: Poupança × CDB × LCI/LCA × Tesouro Selic

Compare o rendimento líquido (já descontado o Imposto de Renda regressivo, quando aplicável) dos quatro destinos mais comuns para reserva e renda fixa. Ajuste a Selic vigente, o % do CDI de cada produto e, se quiser, some um aporte mensal ao valor inicial.

ProdutoTotal investidoRend. brutoIR devidoRend. líquidoValor final
Como calculamos: CDI ≈ Selic − 0,10 p.p. Poupança segue a regra vigente (0,5% a.m. + TR quando a Selic está acima de 8,5% a.a.) e é isenta de IR para pessoa física, assim como LCI e LCA. CDB e Tesouro Selic seguem a tabela regressiva de IR: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720, e 15% acima de 720 dias. Com aporte mensal, a alíquota de IR é aplicada de forma simplificada sobre o rendimento total, usando o prazo informado — na prática, cada aporte tem sua própria contagem de dias. A TR foi considerada 0% nesta simulação, como costuma ocorrer na prática recente.
Equivalência

Conversor de Taxas

Três formas de traduzir taxa em decisão: a matriz de equivalência entre períodos, o efeito da inflação sobre o rendimento real e a conversão entre %CDI e taxa efetiva.

Como calculamos: equivalência composta em duas etapas — primeiro a taxa informada vira taxa ao ano, ia = (1+i)^f − 1 (f = quantas vezes o período cabe no ano), depois cada período final é obtido com i = (1+ia)^(1/f) − 1. O dia útil usa a convenção de 252 dias úteis por ano, padrão do mercado brasileiro.
Taxa nominal
Inflação (IPCA)
=
Taxa real
Efeito Fisher: i_real = (1 + i_nominal) / (1 + inflação) − 1. Não é uma simples subtração — em taxas altas, a diferença entre subtrair e usar a fórmula composta importa. É a taxa real que diz se o seu dinheiro de fato ganhou poder de compra.
Taxa efetiva ao ano
Equivalente ao mês
Por que isso importa: CDBs de bancos menores costumam pagar mais que 100% do CDI para compensar o risco (lembra da ferramenta de ratings?). Use esta conversão para comparar ofertas de bancos diferentes na mesma unidade — taxa efetiva ao ano.
Suitability

Questionário de Perfil do Investidor

Oito perguntas para estimar sua tolerância e capacidade de assumir risco — no espírito dos questionários de suitability que corretoras e bancos são obrigados a aplicar. O resultado é educacional: use-o como ponto de partida de reflexão, não como recomendação.

1. Por quanto tempo você pretende deixar a maior parte do dinheiro investido?
2. Sua reserva de emergência cobre quantos meses do seu custo de vida?
3. Se sua carteira caísse 20% em um mês, o que você faria?
4. Como você descreveria seu conhecimento sobre investimentos?
5. Qual é o seu principal objetivo ao investir?
6. Qual parte da sua renda mensal você consegue poupar?
7. Qual é a sua experiência com renda variável (ações, FIIs, ETFs)?
8. Qual a chance de você precisar resgatar esse dinheiro de surpresa?
Seu perfil estimado
Pontuação
ConservadorModeradoArrojado
Carteira-modelo de referência (didática)
Aviso importante: este questionário é um exercício educacional inspirado na análise de perfil (suitability) exigida pela regulamentação da CVM. Ele não substitui o questionário oficial da sua corretora ou banco, não considera sua situação completa e não constitui recomendação de investimento.
Risco de crédito

Ratings de Instituições Financeiras

Rating é a nota que agências como S&P, Moody's e Fitch dão à capacidade de uma instituição honrar suas dívidas. Escolha uma instituição para ver onde ela se posiciona na escada — e por que a linha do "grau de investimento" importa tanto.

AAAQualidade máxima
AAQualidade muito alta
AQualidade alta
BBBQualidade média
▲ grau de investimento · ▼ grau especulativo
BBEspeculativo
BAltamente especulativo
CCCRisco substancial
CCMuito vulnerável
CPerto do calote
DEm default

Como ler: a escala global (usada acima) compara qualquer emissor do mundo — e o rating de um banco não costuma passar do rating do país onde opera, o chamado "teto soberano". Já a escala nacional (brAAA, AAA(bra)) compara instituições apenas dentro do Brasil: nela, os grandes bancos ocupam o topo. Ratings de referência de agosto de 2026 — antes de decidir, confirme na fonte: S&P, Moody's, Fitch e as páginas de RI de cada banco. E lembre: para o investidor pessoa física, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF por instituição em produtos como CDB — rating baixo + taxa alta é exatamente o alerta que essa garantia não cobre no excedente.
Antes de investir

Dívidas & Reserva de Emergência

Duas contas que costumam vir antes de qualquer investimento: quanto uma dívida cara está custando por mês, e qual o tamanho ideal da sua reserva de emergência.

Dívida × Investir

Compare o que uma dívida cobra com o que um investimento renderia no mesmo período.

Custo da dívida no mês
O que o investimento renderia no mês
Reserva de emergência

Referência comum: de 3 a 6 meses de custo de vida guardados com liquidez diária, antes de investir em algo menos líquido.

Reserva-alvo
Por que isso vem antes: sem reserva, um imprevisto pode forçar o resgate de um investimento no pior momento possível (com IOF, com prejuízo de marcação a mercado, ou vendendo ações em baixa). A reserva existe para que você nunca precise vender por necessidade.
FinanciamentoAprofundado

Empréstimos: SAC × PRICE

Os dois sistemas de amortização mais comuns no Brasil — usados em financiamento imobiliário, de veículos e empréstimos pessoais. No SAC, a amortização é fixa e a parcela cai mês a mês. No PRICE, a parcela é fixa do início ao fim. Compare os dois com o mesmo valor, prazo e taxa.

SAC — total pago
Juros totais:
1ª parcela: · última:
PRICE — total pago
Juros totais:
Parcela fixa:
ParcelaSaldo inicialAmortizaçãoJurosSeguro/extraPrestaçãoSaldo final
SAC × PRICE em uma frase: o SAC amortiza mais rápido (parcelas maiores no início, menores no fim) e por isso paga menos juros no total; o PRICE mantém a parcela constante — mais previsível no orçamento, porém com juros totais mais altos ao longo do contrato. Ambos usam a mesma taxa e o mesmo saldo devedor mês a mês para calcular os juros.
Gestão de carteiraAprofundado

Fronteira Eficiente de Markowitz

Simulamos milhares de combinações de pesos entre os ativos que você adicionar e calculamos o risco (volatilidade) e o retorno esperado de cada combinação. A borda superior esquerda dessa nuvem de pontos é a fronteira eficiente — o conjunto de carteiras que entrega o maior retorno possível para cada nível de risco. Os valores padrão são exemplos ilustrativos, não recomendação de investimento.

Ativos da carteira

Edite nome, retorno esperado e volatilidade — ou adicione/remova ativos livremente.

AtivoRetorno esp. (% a.a.)Volatilidade (% a.a.)
Correlação entre os ativos

De −1 (sempre em direções opostas) a 1 (sempre juntos). 0 é nenhuma relação.

Toda a simulação roda no seu navegador — os ativos, retornos e correlações que você digitar não são enviados nem armazenados em nenhum servidor.
Como isso funciona: geramos milhares de carteiras com pesos aleatórios (sempre somando 100%, sem venda a descoberto) e calculamos o risco e retorno de cada uma usando a variância de portfólio de Markowitz — que leva em conta não só o risco individual de cada ativo, mas como eles se movem entre si (a correlação). É uma aproximação por simulação, não uma otimização matemática exata, mas ilustra bem o conceito: diversificar entre ativos pouco correlacionados reduz risco sem necessariamente reduzir retorno.
Laboratório

Quer praticar a lógica RPN de calculadoras financeiras profissionais?

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Quer entender o que está por trás de cada número? Veja o guia de produtos.

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Faixa 03 · Onde o dinheiro mora

Produtos Financeiros

Um guia de referência rápida sobre os produtos mais comuns do mercado brasileiro — conectando os operadores do sistema financeiro a como cada um deles aparece na carteira de quem investe.

Poupança

Risco baixo

A porta de entrada mais tradicional. Rende 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% a.a., e é isenta de Imposto de Renda para pessoa física.

LiquidezDiária
IRIsento
GarantiaFGC até R$ 250 mil
Aplicação mín.A partir de R$ 1
Quando faz sentidoReserva de emergência pequena ou para quem está começando a organizar as finanças — mas quase sempre perde para um CDB de banco médio ou o Tesouro Selic no rendimento líquido.

CDB

Risco baixo

Certificado de Depósito Bancário — o banco toma seu dinheiro emprestado e devolve com juros. É o produto que fecha o spread bancário: capta a um custo, empresta a outro.

LiquidezVaria (diária a vencimento)
IRRegressivo: 22,5% a 15%
GarantiaFGC até R$ 250 mil
Referência% do CDI
Quando faz sentidoBancos médios e digitais costumam pagar mais que os grandes bancos para captar. Vale comparar sempre o % do CDI oferecido — abaixo de 100% do CDI, o Tesouro Selic tende a valer mais a pena.

LCI / LCA

Risco baixo

Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio. Funcionam como o CDB, mas captam recursos para financiar esses dois setores — por isso o rendimento é isento de IR.

LiquidezGeralmente com carência (90 dias+)
IRIsento para pessoa física
GarantiaFGC até R$ 250 mil
Referência% do CDI
Quando faz sentidoPara dinheiro que pode ficar parado além da carência inicial. A isenção de IR costuma compensar mesmo com uma taxa nominal um pouco menor que a de um CDB.

Tesouro Direto

Risco baixo

Empréstimo direto ao governo federal — o título público mais acessível. Existe em três formatos: Selic (pós-fixado), Prefixado (taxa travada) e IPCA+ (protege da inflação).

LiquidezD+1 (recompra garantida pelo Tesouro)
IRRegressivo: 22,5% a 15%
GarantiaRisco soberano (o menor do mercado local)
Aplicação mín.A partir de ~R$ 30
Quando faz sentidoSelic para reserva de emergência; IPCA+ para objetivos de longo prazo que precisam vencer a inflação; Prefixado só quando há convicção de que os juros vão cair.

Fundos de Investimento

Risco variável

Um gestor profissional reúne o dinheiro de vários cotistas e aplica seguindo uma política definida — de fundos DI conservadores a multimercados e fundos de ações mais arriscados.

LiquidezVaria por fundo (D+0 a D+30)
IRRegressivo + "come-cotas" semestral
GarantiaSem FGC — risco da carteira
CustoTaxa de administração (e às vezes performance)
Quando faz sentidoPara quem quer diversificação e gestão profissional sem escolher ativo por ativo — mas vale sempre comparar a taxa de administração com o histórico de retorno líquido.

Fundos Imobiliários (FIIs)

Risco médio

Cotas negociadas em bolsa que dão exposição a imóveis (shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas) ou a recebíveis imobiliários, sem precisar comprar um imóvel inteiro.

LiquidezDiária, via bolsa (B3)
IRIsento sobre rendimentos mensais*
GarantiaSem FGC — risco do fundo
DistribuiçãoRendimentos mensais (dividendos)
Quando faz sentidoPara quem busca renda passiva mensal e tolera oscilação de preço da cota. *Isenção vale para pessoa física, cumpridos os requisitos legais — vale checar a regra vigente.

Ações

Risco alto

Uma fração de uma empresa negociada na B3 — o encontro mais direto entre poupador e tomador de capital de risco, sem intermediação de crédito.

LiquidezDiária, via bolsa (B3)
IR15% sobre o ganho (isenção até R$ 20 mil/mês em vendas)
GarantiaNenhuma — risco do negócio
VolatilidadeAlta no curto prazo
Quando faz sentidoPara uma parcela da carteira com horizonte longo (5+ anos) e tolerância a oscilação — nunca para reserva de emergência ou dinheiro com data marcada para uso.

ETFs

Risco alto

Fundos negociados em bolsa que replicam um índice (como o Ibovespa ou o S&P 500) em uma única cota. Combinam a praticidade de comprar uma ação com a diversificação de um fundo.

LiquidezDiária, via bolsa (B3)
IR15% sobre o ganho na venda
GarantiaNenhuma — risco do índice replicado
CustoTaxa de administração baixa
Quando faz sentidoPara se expor a um mercado inteiro (Brasil, EUA, tecnologia) sem escolher ações individualmente, com custo geralmente menor que o de um fundo ativo.
Nota de uso: este material é educacional — não constitui recomendação de investimento. Taxas, alíquotas e regras de isenção mudam com o tempo; sempre confira o valor vigente antes de decidir. Antes de investir de fato, avalie objetivo, prazo e perfil de risco, e considere buscar orientação de um profissional habilitado.
Curadoria DS Invest

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Referência rápida

Glossário do Mercado

Os termos que aparecem no resto do site, explicados em uma frase — sem economês. Use a busca ou role a lista.

Selic+

Taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom a cada 45 dias. É a referência para (quase) todas as outras taxas do país — quando ela sobe, o crédito fica mais caro e a renda fixa paga mais.

CDI+

Certificado de Depósito Interbancário — a taxa que os bancos usam para emprestar dinheiro entre si de um dia para o outro. Na prática, anda coladinha na Selic e é a referência de rendimento mais citada em CDBs, fundos e LCIs.

IPCA+

Índice de Preços ao Consumidor Amplo — o índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE. É a referência de investimentos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+.

Marcação a mercado+

Prática de atualizar diariamente o preço de um título pelo valor que ele teria se fosse vendido naquele momento — e não pelo valor prometido no vencimento. É por isso que o Tesouro Prefixado pode aparecer 'no vermelho' mesmo sem nada de errado ter acontecido.

Come-cotas+

Antecipação semestral (maio e novembro) do Imposto de Renda sobre fundos de investimento, cobrada automaticamente sobre o rendimento. Não é um imposto extra — é o mesmo IR que seria pago no resgate, só que adiantado. Mais detalhes na página de Impostos.

Spread bancário+

Diferença entre a taxa que o banco paga para captar dinheiro (ex.: no CDB) e a taxa que ele cobra para emprestar (ex.: no cheque especial). É a margem que sustenta a operação do banco.

Liquidez+

Velocidade com que um investimento pode virar dinheiro na conta sem perda relevante de valor. Poupança e Tesouro Selic têm liquidez diária; um imóvel, não.

Volatilidade+

O quanto o preço de um ativo oscila num período. Ações costumam ser mais voláteis que títulos de renda fixa — isso não é bom nem ruim por si só, é uma medida de risco.

Diversificação+

Estratégia de espalhar investimentos entre ativos diferentes para reduzir o impacto de um problema isolado. É o motivo pelo qual colocar tudo num único CDB de um banco só não é considerado prudente.

Renda fixa+

Categoria de investimentos cuja regra de rentabilidade é conhecida no momento da aplicação (prefixada, pós-fixada ou híbrida) — CDB, Tesouro Direto, LCI/LCA se encaixam aqui.

Renda variável+

Categoria de investimentos sem retorno previamente definido — o preço flutua com o mercado. Ações, ETFs e a maior parte dos FIIs são exemplos.

Blue chip+

Apelido para ações de empresas grandes, consolidadas e com boa liquidez na bolsa — geralmente as mais negociadas do índice, como as líderes de cada setor.

Dividendo+

Parcela do lucro que uma empresa distribui aos acionistas, geralmente em dinheiro. No Brasil, dividendos de ações são isentos de Imposto de Renda para pessoa física.

Ticker+

Código curto que identifica um ativo na bolsa — como PETR4 (Petrobras, ação preferencial) ou VALE3 (Vale, ação ordinária).

Home broker+

Plataforma online de uma corretora usada para comprar e vender ativos na bolsa diretamente pela internet.

Custódia+

Guarda oficial de um ativo. Ações e ETFs ficam custodiados na B3, não no banco ou corretora — por isso continuam seus mesmo se a corretora quebrar.

IOF+

Imposto sobre Operações Financeiras. Em investimentos de renda fixa, incide de forma regressiva sobre resgates feitos em menos de 30 dias, chegando a zero a partir do 30º dia.

IR regressivo+

Tabela de Imposto de Renda usada na maioria dos investimentos de renda fixa, em que a alíquota cai conforme o dinheiro fica mais tempo aplicado — de 22,5% até 15%. Veja a escada completa na página de Impostos.

FGC+

Fundo Garantidor de Créditos — entidade que garante até R$ 250 mil por CPF por instituição em produtos como CDB, LCI e poupança, caso o banco quebre. Veja a seção dedicada a ele no Sistema Financeiro.

Suitability+

Processo pelo qual corretoras e bancos avaliam o perfil de risco do investidor antes de recomendar produtos — a mesma lógica do nosso Questionário de Perfil do Investidor.

Rating+

Nota atribuída por agências como S&P, Moody's e Fitch à capacidade de uma instituição ou dívida honrar seus compromissos. Quanto mais alto, menor o risco percebido. Veja a ferramenta de Ratings.

Grau de investimento+

Faixa da escala de rating (BBB- ou superior nas principais agências) considerada de baixo risco de calote. Abaixo disso, o título é chamado de 'grau especulativo'.

B3+

A bolsa de valores brasileira — o ambiente onde ações, FIIs, ETFs e outros ativos são efetivamente negociados entre compradores e vendedores. Veja onde ela se encaixa no Sistema Financeiro.

Tesouro Direto+

Programa do Governo Federal que permite pessoas físicas comprarem títulos públicos diretamente pela internet, com garantia do próprio governo.

CDB+

Certificado de Depósito Bancário — título de renda fixa emitido por bancos, coberto pelo FGC até R$ 250 mil por instituição.

LCI / LCA+

Letra de Crédito Imobiliário / do Agronegócio — títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda para pessoa física, lastreados em crédito imobiliário ou rural.

FII+

Fundo de Investimento Imobiliário — fundo que aplica em imóveis ou títulos ligados a imóveis, negociado na bolsa como uma ação.

ETF+

Exchange Traded Fund — fundo que replica um índice (como o Ibovespa) e é negociado na bolsa como se fosse uma ação única.

Perfil de investidor+

Classificação (conservador, moderado ou arrojado) que resume a tolerância e a capacidade de uma pessoa para assumir risco ao investir.

Taxa de administração+

Percentual anual cobrado por um fundo para cobrir sua gestão — incide sobre o patrimônio investido, independentemente do resultado.

Taxa de performance+

Percentual cobrado por alguns fundos sobre o retorno que exceder um índice de referência (benchmark) — só é cobrada quando o fundo supera essa meta.
Proteção do investidor

Golpes e Fraudes Comuns

Nem todo risco no mercado financeiro é "risco de verdade". Alguns são simplesmente golpe. Aprender a reconhecer os sinais é a defesa mais barata que existe.

Sinais de alerta

Como reconhecer um golpe antes de cair nele

01

Promessa de retorno garantido

Nenhum investimento sério garante retorno fixo e alto ao mesmo tempo. Renda variável tem risco por definição; até a renda fixa mais segura (Tesouro Selic) rende perto da Selic — não muito mais que isso, sem risco extra.

02

Pressão para decidir rápido

“A vaga é limitada”, “oferta só até hoje”, “só mais 3 cotas disponíveis”. Pressa é ferramenta de golpista: impede que a vítima pesquise ou converse com alguém antes de decidir.

03

Indicação em cadeia (pirâmide)

Se o seu principal ganho vem de trazer novos investidores — e não do desempenho real de um ativo — isso é uma pirâmide financeira, crime previsto em lei, não um investimento.

04

Sigilo e exclusividade

“Estratégia secreta que os bancos não querem que você saiba” é uma bandeira vermelha clássica. Estratégias de investimento legítimas são públicas e regulamentadas.

05

Pedido de PIX ou transferência fora da corretora

Investimento de verdade acontece dentro de uma instituição autorizada, com CNPJ verificável — nunca por PIX direto para uma pessoa física “administrar” seu dinheiro.

06

Perfil de “guru” nas redes sociais

Prints de lucro, carros de luxo e promessas de “liberdade financeira” são estética de marketing, não comprovação de resultado. Rentabilidade passada, mesmo quando real, não garante nada sobre o futuro.

Checklist

Antes de investir em qualquer coisa desconhecida

Cinco passos simples que filtram a grande maioria das ofertas fraudulentas — não é sobre desconfiar de tudo, é sobre confirmar antes de confiar.

1

Verifique se a empresa é autorizada

Toda empresa que capta investimentos do público precisa de autorização da CVM (valores mobiliários) ou do Banco Central (instituições financeiras). A consulta é pública e gratuita.

2

Desconfie de retorno muito acima do mercado

Compare a promessa com referências reais do site — se um CDB promete muito mais que 100–130% do CDI sem uma explicação clara de risco, o alerta já deveria estar ligado.

3

Procure reclamações e processos

Uma busca rápida pelo nome da empresa + “CVM”, “golpe” ou “reclame aqui” revela boa parte dos problemas antes de qualquer prejuízo.

4

Nunca decida sob pressão

Toda oferta legítima resiste a uma pergunta: “posso pensar até amanhã?”. Se a resposta for não, a resposta certa também é não.

5

Registre e denuncie

Golpes confirmados podem e devem ser denunciados à CVM, ao Banco Central ou à polícia — isso ajuda a proteger o próximo investidor.

Onde verificar: Consulta de Participantes Autorizados da CVM, Registrata do Banco Central e o site da SUSEP para seguros e previdência. Rating baixo também é sinal de atenção — veja a ferramenta de Ratings.
Golpe x risco legítimo

Nem todo prejuízo é fraude

É importante não confundir as duas coisas — elas pedem reações diferentes.

Fraude — caso Onil/OnilX

A CVM identificou um grupo oferecendo intermediação de valores mobiliários sem autorização e determinou a suspensão imediata. Isso é ilegalidade desde o início — a empresa nunca deveria estar operando.

Risco legítimo — caso Banco Master

O Banco Master era uma instituição autorizada e regulada que enfrentou uma crise de solvência real. Não foi golpe — foi risco de crédito de verdade, coberto (até o limite) pelo FGC. Veja os detalhes na página do Sistema Financeiro.

Antes de olhar o extrato

Impostos na Prática

As calculadoras deste site já descontam o Imposto de Renda nos bastidores. Aqui está a lógica por trás disso — sem economês, sem susto no come-cotas.

Renda fixaFundamentos

Tabela regressiva do Imposto de Renda

Vale para CDB, Tesouro Direto, fundos de renda fixa e a maioria dos produtos tributados. Quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado, menor a alíquota — por isso resgates de curtíssimo prazo "perdem" mais para o IR.

Até 180 dias
22.5%
De 181 a 360 dias
20.0%
De 361 a 720 dias
17.5%
Acima de 720 dias
15.0%
Importante: o imposto incide só sobre o rendimento, nunca sobre o valor total aplicado — e produtos como poupança, LCI e LCA são isentos dessa tabela (veja a seção de isenções mais abaixo).
Resgates de curto prazoAprofundado

IOF regressivo — o imposto dos primeiros 30 dias

Além do IR, resgates de renda fixa feitos antes de 30 dias sofrem incidência de IOF sobre o rendimento — começa quase confiscando tudo no dia seguinte à aplicação e some por completo a partir do 30º dia.

D+196%
D+390%
D+583%
D+1066%
D+1550%
D+2033%
D+2516%
D+300%
Na prática: é por isso que renda fixa "de curtíssimo prazo" quase não faz sentido — o IOF come a maior parte do ganho antes mesmo de chegar no IR.
O grande mal-entendidoAprofundado

Come-cotas não é um imposto extra

Em maio e novembro, fundos de investimento (exceto ações) recolhem antecipadamente parte do Imposto de Renda que seria pago no resgate — descontando cotas diretamente do fundo, o que faz o número de cotas cair no extrato.

Isso assusta quem vê pela primeira vez, mas não é dinheiro perdido: é o mesmo IR que já seria devido, cobrado mais cedo. A alíquota do come-cotas é de 15% ou 20%, dependendo do tipo de fundo — e é abatida do IR final na hora do resgate.

Quem fica de fora da tabelaFundamentos

Investimentos isentos de Imposto de Renda

  • Poupança — isenta para pessoa física, independentemente do prazo.
  • LCI e LCA — isentas por incentivo ao crédito imobiliário e rural.
  • CRI e CRA — isentos pelo mesmo motivo das LCI/LCA.
  • Debêntures incentivadas — isentas quando financiam projetos de infraestrutura.
  • Dividendos de ações — isentos na distribuição (atualmente).
Uma vez por anoAprofundado

Declarando investimentos no Imposto de Renda

Mesmo produtos isentos de imposto geralmente precisam ser declarados — isenção de IR e obrigação de declarar são coisas diferentes.

  • Saldo em 31/dez acima de R$ 140,00 por instituição costuma exigir declaração na ficha "Bens e Direitos", mesmo em produtos isentos como poupança e LCI.
  • Rendimentos tributados (CDB, Tesouro, fundos) entram na ficha de "Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva", já com o IR retido na fonte.
  • Ações e FIIs pedem apuração mensal de ganho de capital quando há venda com lucro acima dos limites de isenção.
Isto não é consultoria tributária: as regras têm exceções e mudam com frequência. Para a sua declaração específica, um contador ou a própria plataforma de IR da Receita Federal é o caminho mais seguro.
Dúvidas rápidas

Perguntas Frequentes

As perguntas que mais aparecem de quem está começando — respondidas direto, sem enrolação. Clique em qualquer uma para abrir.

Preciso de muito dinheiro para começar a investir?+

Não. Tesouro Direto permite aplicações a partir de valores baixos (uma fração do título), e muitos CDBs de liquidez diária aceitam aportes pequenos. O maior obstáculo para começar geralmente não é o valor mínimo — é não ter reserva de emergência formada antes.

Corretora pode "quebrar" com meu dinheiro dentro?+

A corretora não guarda seu dinheiro nem seus ativos — ela só dá acesso. Ações e ETFs ficam custodiados na B3; o saldo em conta costuma estar em contas segregadas. Ainda assim, prefira corretoras autorizadas pela CVM e com bom histórico. Veja o que o FGC cobre e não cobre.

Vale a pena previdência privada (PGBL ou VGBL)?+

Depende do seu perfil de Imposto de Renda e do horizonte de tempo. PGBL pode ajudar a abater a base de cálculo do IR de quem declara pelo modelo completo; VGBL costuma ser mais indicado para quem declara no simplificado ou já usa outros abatimentos. Vale simular os dois com um profissional.

Qual a diferença entre poupança e CDB?+

Ambos são cobertos pelo FGC até R$ 250 mil, mas a poupança rende uma regra fixa (geralmente abaixo do CDI) e é isenta de IR; o CDB costuma render mais (percentual do CDI) e tem IR regressivo sobre o rendimento. Use o comparador de renda fixa nas Ferramentas para ver a diferença líquida.

Preciso pagar para abrir conta em corretora?+

A grande maioria das corretoras brasileiras não cobra para abrir ou manter conta. Fique atento a taxas específicas de custódia (raras hoje) e taxas de corretagem, que variam por produto e por corretora.

O que acontece se eu precisar do dinheiro antes do prazo?+

Produtos com liquidez diária (Tesouro Selic, muitos CDBs) permitem resgate a qualquer momento, com o IR/IOF regressivo já explicado na página de Impostos. Já títulos prefixados vendidos antes do vencimento sofrem marcação a mercado — o preço pode estar melhor ou pior que o esperado.

É seguro investir em banco digital?+

Bancos digitais autorizados pelo Banco Central seguem as mesmas regras dos tradicionais, incluindo a cobertura do FGC nos produtos elegíveis. A ferramenta de Ratings ajuda a comparar o risco entre instituições.

Preciso declarar Imposto de Renda se só tenho poupança?+

Mesmo sendo isenta de imposto, a poupança normalmente precisa aparecer na ficha de Bens e Direitos da declaração se o saldo em 31 de dezembro ultrapassar o limite de isenção da obrigatoriedade de declarar. Confira as regras vigentes ou consulte um contador.

Quanto preciso ter de reserva de emergência antes de investir?+

A referência mais comum é de 3 a 6 meses do seu custo de vida, guardada em algo com liquidez diária e baixo risco — Tesouro Selic ou CDB de liquidez diária, por exemplo. Use a calculadora de Dívidas & Reserva para simular a sua. Rendas mais instáveis (autônomos, comissionados) costumam pedir reservas maiores.

O que é diversificação e por que ela importa?+

É distribuir o dinheiro entre ativos diferentes para que o problema de um não comprometa tudo. Isso vale entre classes (renda fixa x variável), entre instituições (respeitando o limite do FGC) e entre emissores dentro da mesma classe. Veja mais termos no Glossário.

Rating baixo significa que eu vou perder dinheiro?+

Não necessariamente — significa risco maior de calote, não uma perda garantida. Muitos investidores aceitam rating mais baixo em troca de taxa mais alta, desde que fiquem dentro do limite de cobertura do FGC. A ferramenta de Ratings ajuda a colocar esse risco em perspectiva.

O FGC cobre prejuízo em ações?+

Não. O FGC cobre apenas produtos específicos de renda fixa bancária (CDB, LCI, LCA, poupança, entre outros). Ações, fundos e ETFs não são cobertos — o risco ali é de mercado, não de crédito da instituição. Veja a lista completa na página do Sistema Financeiro.
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